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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Métodos Aprimorados

   Ao final de cada temporada eu sempre realizo uma abordagem pessoal à respeito de tudo o que realizei profissionalmente no ano que se finda, à fim de me reciclar para o ano seguinte. Assim como a ciência evolui constantemente, esse processo também me abrange e essa somatória de novas tendências se mesclam aos meus conhecimentos e experiência profissional de 28 anos trabalhando no Futebol Profissional.

   Sempre fugi bem do convencional e principalmente a partir de 2012, quando iniciei uma nova etapa profissional no Continente Asiático, depois de já ter implantado métodos de treinamento mais arrojados na equipe Libanesa do Olimpic Beirut F.C. nas temporadas 2002/03/04, passei a observar mais atentamente ainda esses mesmos métodos empregados por mim para o desenvolvimento da Resistência Aeróbia, Resistência Especial (Aeróbio / Anaeróbio), Força Especial (força máxima, explosiva e de resistência), Velocidade de Movimento Resistência de Velocidade.



   Minhas análises se aprofundam pelos Meios de Treinamento, Intensidade dos mesmos e o seu Volume.

  Com isso passei a adicionar novos componentes, principalmente quando da realização dos trabalhos de força, pois sempre tive em mente que a redução do número de lesões é a chave de um programa de Força bem sucedido.
  Desde o início de 2012/13 na equipe sul-coreana do Daegu F.C., passando também em 2014 pela equipe sul-coreana do Gyeongnam F.C., até o final de 2015 na equipe chinesa do Changchun Yatai F.C., a incidência de lesões musculares e ligamentar (LCA) não ultrapassaram 4 casos, sendo nenhuma de LCA.
   Isso vem a comprovar o excelente trabalho em equipe que sempre primei em realizar por todos os clubes por onde tenho trabalhado, somado à uma metodologia de treinamento eficaz e que respeita as especificidades das ações motoras nas quais os atletas estão envolvidos nos jogos, além do correto desempenho dos mesmos quando da realização de cada sessão de treinamento onde a qualidade de execução dos movimentos deve ser observada à risca por todos.

   Aproveito apenas para fazer um adendo para um fato muitíssimo raro que ocorreu ano passado - 2015 - onde não obtivemos nenhum caso de lesão MUSCULAR ou Ligamentar LCA na equipe chinesa do Changchun Yatai F.C., time que disputa a 'Chinese Super League', mas sim apenas traumas diretos, entorses e mialgias, tudo muito simples e dentro de um padrão de normalidade no futebol.
   Nesse caso específico, segundo o excelente livro "AVANÇOS NO TREINAMENTO FUNCIONAL" do magnífico autor MICHAEL BOYLE, na página 4, ele afirma que apenas uma intervenção divina pode evitar uma lesão e foi isso que realmente aconteceu, pois sempre entrego meu trabalho nas mãos de Deus todos os dias. Mas, evidentemente, nunca deixei de executar minhas funções como preparador físico, pois Deus jamais vai realizar aquilo que está ao nosso alcance e temos por obrigação fazer.

   As lesões jamais serão evitadas mas podemos minimizá-las através de uma conscientização constante junto aos nossos atletas sobre seu estilo de vida dentro e fora do seu ambiente profissional, além do emprego de uma metodologia de treinamento que qualifique a mecânica das suas capacidades motoras.
   Em 1992 quando comecei a trabalhar na equipe do Mogi Mirim Esporte Clube, ano em que o atleta RIVALDO iniciou sua carreira no âmbito profissional conosco, todos os aquecimentos eram realizados em formato de jogos bem dinâmicos e específicos em sua parte final, já induzindo os atletas à uma prévia da atividade a que seriam submetidos no treinamento técnico a posterior.

   Desde então me coloco a estudar novos e específicos formatos de treinamento para cada Capacidade Motora, e um exemplo prático para tal procedimento é a execução, na grande maioria das vezes, do trabalho de Força (agachamento), com apoio Unipodal,  já que os músculos que suportam o membro inferior quando deste apoio (quadrado lombar / glúteo médio / adutores), não são tão ativos nos exercícios que utilizam as duas pernas.
   Basta analisarmos quantas atividades os atletas realizam, utilizando-se de apenas um dos membros inferiores, tanto em treinamentos como nos jogos.
   Quando o atleta possui os Glúteos com um déficit de Força, os músculos ISQUIOTIBIAIS (não importa o quão fortes estejam) tem a tendência de se lesionar mais facilmente.
   Inicio os trabalhos de Força com agachamentos utilizando o apoio nas duas pernas em base sólida e após um período de adaptação (individual), passo ao agachamento em  Superfície instável, sendo que somente após a adaptação e assimilação desses dois mecanismos, é que realizo o mesmo procedimento mas com a utilização de apenas uma perna e ainda sem pesos extras.
   Para efeito de cargas extras, primeiro os movimentos inadequados e indesejáveis devem ser corrigidos através desse sistema simples de exame do potencial de lesão FMS (FUNCIONAL MOVEMENT SCREENING - ANÁLISE FUNCIONAL DO MOVIMENTO),  por onde se observa os padrões de movimento e desequilíbrios bilaterais, e com essas referências possamos corrigir a postura e orientar qualitativamente o movimento correto e seguro para o implemento de cargas extras com anilhas ou barras livres, nos propiciando a segurança devida para a execução dos treinamentos de força.

   Nesse estágio de instabilidade o atleta deve empregar os Motores Primários, os Estabilizadores e os Neutralizadores ao mesmo tempo em que lida com um estímulo PROPRIOCEPTIVO adicional  fornecido pela INSTABILIDADE.
   Nós jamais podemos nos esquecer que a técnica na execução de todos os treinamentos e principalmente os que envolvem a Força, vem em primeiro lugar e, em caso de dúvida, sempre deve-se reduzir o peso utilizado ou ministrar um exercício mais simples.
   Sempre que as curvas fisiológicas da coluna estiverem preservadas, nada de ruim pode acontecer, mas o excesso de arredondamento ou arqueamento pode ser um problema.

   Temos a disposição atualmente muitas e variadas ferramentas que podemos utilizar para o desenvolvimento, acompanhamento e aprimoramento dos nossos treinamentos, e isso pode ser executado em qualquer lugar, pois tenho realizado a minha metodologia com muita segurança e sucesso em vários países como o Líbano, Coréia do Sul, China e Brasil.

   Eu particularmente primo pela segurança em primeiro lugar, pois sei que a qualidade do meu trabalho diário precedido por ela irá sempre proporcionar uma tranquilidade para os atletas sob o meu comando e um custo menos elevado para os clubes que, consequentemente, se beneficiarão da presença mais constante dos seus atletas na grande maioria dos jogos da temporada.

Walter Grassmann

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Experiência Profissional

   Minha vida profissional tem me proporcionado conhecer o Brasil quase inteiro e também muitos outros países, criando oportunidades para que eu possa conhecer e trabalhar com Técnicos Sérvios, Croata, Sul-coreanos, Chineses, Holandês, Sudanês e Libanês, além de Atletas da França, Líbano, China, Coreia do Sul, Colômbia, Argentina, Hungria, Sérvia, Croácia, Uzbequistão, Bolívia, Níger, Austrália, Japão, Uruguai, Taiwan, que atuam ou já serviram suas respectivas seleções.





   Eu já trabalhei como Preparador Físico em 26 clubes no Brasil em diferentes estados, além de 1 clube Libanês, 2 Sul-coreanos e 1 Chinês. A cada nova etapa dessa minha carreira profissional, agrego novos conhecimentos e obtenho um cabedal maior de experiências vividas junto aos companheiros de Comissão Técnica. Eu entendo que somente um trabalho em equipe pode transferir para os atletas as condições necessárias para que os mesmos desempenhem suas  múltiplas atividades em campo, realçando todas as suas qualidades técnicas, compreensão e assimilação tática elevadas, como também, somado à esses fatores, uma exposição menor aos riscos de contusões.


   Trabalhar em conjunto a profissionais de vários países tem sido para mim muito enriquecedor, mas adaptações e muitos ajustes se fazem necessários periodicamente devido às muitas as diferenças entre escolas de futebol do Leste Europeu, por exemplo, em relação ao Brasil. Os aquecimentos diários, por exemplo, não são muito específicos e as programações mensais nunca são confeccionadas abrangendo esse período de tempo, mas sim, no máximo, apenas 1 semana. Mesmo assim, os aspectos bem específicos dos treinamentos diários tais como volume, intensidade e o objetivo do treino não são discutidos, gerando então uma necessidade de ajustes diários entre nós. Já os Chineses e Sul-coreanos, quando das reuniões da Comissão Técnica, especificam mais o tipo do treinamento e são mais maleáveis em termos de aceitação quanto as formas de treinamento físico de caráter mais específico ou em conjunto aos trabalhos técnicos.




   Existe uma necessidade importante quanto a contratação de Fisioterapeutas, Fisiologistas (pode até ser por consultoria), onde a presença de tal profissional é fundamental na Pré-Temporada, meio da mesma e na parte final, para que possamos avaliar o que realizamos e já trabalhar na programação da próxima temporada.


   Em minha opinião, os intercâmbios entre o Brasil e os países como China e Coréia do Sul deveriam ser constantes, principalmente entre os Departamentos Médico, Fisioterápico, Preparação Física, Nutricional, Psicológico e Técnico. Com essa medida, todos ganhariam com as trocas de experiências profissionais e também com os aspectos que envolvem adaptações dos atletas nas transferências, uma vez que todos os detalhes seriam discutidos previamente para que, com exceção do fuso horário (esse aspecto só é assimilado quando se está no país), todas as dificuldades pudessem ser minimizadas em seus principais efeitos, proporcionando aos atletas uma adaptação mais efetiva à nova vida desde o princípio.

   Organização no futebol  é fundamental em todas as partes do mundo e, independentemente das nacionalidades envolvidas dentro de uma Comissão Técnica, o trabalho em equipe e totalmente programado deve ser sempre respeitado.

Walter Grassmann

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sábado, 9 de agosto de 2014

Simplicidade é o nosso diferencial

   Estamos chegando ao nosso sexto mês de trabalho aqui no Gyeongnam F.C., clube que disputa a K-League Classic aqui na Coréia do Sul, e, dentro desse período, nós tivemos apenas uma lesão muscular grau 1 e outras poucas contusões provenientes de traumas diretos e entorses.


   Levando-se em consideração a disputa da K-League, Korean Cup, Amistosos e Jogos Treino, esse índice é bem baixo, até porque a intensidade dos jogos atualmente tem sido muito alta (aqui na Coréia do Sul os jogos são disputados com uma marcação muito intensa), além das sessões de treinamentos que também exigem dos atletas um ritmo muito elevado e por conseguinte um grande desgaste.

   Nós não dispomos de uma tecnologia avançada para acompanhar e mensurar o desempenho dos nossos atletas nos treinos e jogos, como GPS ou um Lactímetro, mas eu controlo com rigor a duração e intensidade das sessões de treinos físicos, por exemplo, orientando os atletas a executarem suas ações dentro de parâmetros de tempo pré-estabelecidos que por sua vez são realizados quando nas ações dos mesmos nas partidas.

   Um exemplo simples desse controle, realizo quando executamos trabalhos de Resistência de Velocidade com metragens variando entre 20 e 300 metros, sempre em caráter intermitente (com ou sem bola), à uma velocidade entre 20 / 24 km/h com o tempo de recuperação entre cada série de 1:2 / 1:3 e uma metragem total variando entre 1.800 à 2.500 m.
   Quando realizamos treinamentos de Velocidade de Movimento com metragens variando entre 5 e 40 metros (Potência Anaeróbia Aláctica), com bola, simulando uma situação real de jogo, ou sem, controlo o tempo equivalente a velocidades variando entre 20 e 24 km/h e com um volume entre 600 e 1.200m.
   A ausência de melhores recursos técnicos como as fotocélulas, GPSLactímetro e etc, não me impedem de realizar e controlar o meu trabalho diariamente, pois utilizo aqui de toda a minha experiência angariada em  27 anos no futebol profissional muito bem alicerçada na Ciência e sempre acompanhando a evolução dessa minha área de atuação profissional, ou seja, a Preparação Física.

   Um treinamento que temos realizado com grande aproveitamento pelos nossos atletas, pois engloba os três sistemas energéticos (ATP - CP Sistema Anaeróbio Aláctico, Glicólise Sistema Anaeróbio Láctico e Oxidação Sistema Aeróbio), e o temos executado em formas variadas, é  um sequencial de 3 etapas com a realização de 3 á 4 passagens completas com um período de execução em cada etapa de 6' em média, sendo os atletas distribuídos por elas e acompanhados por um membro da comissão técnica que os orienta e cobra ao mesmo tempo uma correta execução.

   Estação 1 Os atletas executam deslocamentos em velocidade máxima em um espaço de 40 x 40 m inteiramente fracionado em 10m, com 1.6" em média para cada 10m durante 10" com alterações de sentido (Direita / Esquerda) com trote lento para recuperação ativa de 20". São realizadas 6 séries para cada passagem completa com um intervalo passivo de 1' entre o terceiro e quarto tiro.
OBSERVAÇÃO: Nesse sequencial de 3 estações, nessa primeira, cada passagem é modificada em seu tempo de execução para envolver os Sistemas Energéticos Anaeróbio Aláctico e Láctico.
   Na segunda passagem os atletas realizam também 6 tiros intercalados de 10" sem bola em ritmo intenso / 20" com bola e intensidade média entre 16 - 18 km/h - 2".2 - 2" a cada 10m / 30" com bola idem e intervalos ativos entre 20" - 40"- 60" e um passivo de 2' entre o terceiro e quarto tiro.
   Na terceira passagem os tempos se alternam entre 20" e 30", seguindo as mesmas especificações para as recuperações ativas e passiva.

   Nessa estação os atletas devem usar a criatividade com muita agilidade e criar situações inerentes a sua posição em campo como dribles, mudanças rápidas de direção, etc.
   Findo os 6', os atletas realizam o rodizio pelos 3 sequenciais e a Estação 2 é composta por um campo reduzido onde os mesmos são subdivididos em 2 times e realizam um trabalho com variações de toques na bola (1 - 2 - 3 - livre), onde se trabalha além do Sistema Aláctico, o Aeróbio (limiar 2 - específico ao jogo)
   Findo mais 6', os atletas realizam o terceiro rodizio, fechando a primeira passagem completa pelo sequencial, e a Estação 3 é composta por um trabalho de Resistência de Força (tração) com 6 repetições (2 frontais, 2 costas e 2 laterais - direita / esquerda) localizadas com duração de 15" cada e intervalos de 30". Quando o tempo ainda permitia, apenas nessa estação abdominais eram também realizados antes na parada para o primeiro grande intervalo de 4 minutos após o final da primeira passagem.

   Essas especificações todas são apenas uma forma de controle para que a inter-dependência Volume / Intensidade seja observada e mantida.
   Em todos os nossos trabalhos físicos e também aqueles casados aos técnicos, eu sempre os controlo e incluo os Funcionais aos mesmos, realizando qualitativamente os nossos treinamentos.
   A minha passagem por grandes clubes Brasileiros me permitiu trabalhar ao lado de grandes Fisiologistas, Médicos, Nutricionistas, Técnicos, Fisioterapeutas, companheiros de Preparação Física e Psicólogos, e também pude realizar muitos controles e acompanhar a evolução física dos atletas ao longo de muitas temporadas.


   Agora que não disponho momentaneamente de tais recursos, tenho colocado em prática todos os conhecimentos angariados ao longo desses últimos 27 anos de carreira profissional e com uma experiência de ter trabalhado em mais de 20 clubes entre países como o Brasil, Libano, China e Coréia do Sul.

   Enquanto a tecnologia não estiver de volta à minha vida profissional, vou realizando o meu trabalho em conjunto a esses grandes profissionais queridos aqui do Gyeongnam F.C., pois ao final dessa atual temporada tudo pode mudar.

   Quando os recursos forem escassos, tenha apenas em mente que a Simplicidade é o alicerce da Sabedoria, e o trabalho diário, a Força para empregá-la corretamente.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A Arte da Adaptação

Time Libanês do Olympic Beirut FC
   Nas duas últimas temporadas, obtive o privilégio de trabalhar em dois países Asiáticos, as maravilhosas Coréia do Sul e China.

   Nas temporadas 2002/03/04 eu já havia angariado uma fabulosa experiência profissional e particular ao trabalhar no futebol Libanês. Para o meu crescimento profissional, essas passagens internacionais me descortinaram novos aspectos dentro da minha área de atuação, ou seja, a Preparação Física.

   Sendo eu um Preparador Físico Brasileiro com passagens por grandes clubes em meu país, pude participar de muitas competições simultâneas, além do que, sendo o Brasil um país com proporções continentais, as viagens são longas e extremamente cansativas, preocupando à todos com os desgastes provocados com as mesmas, somado ao desgaste que normalmente é advindo dos jogos.

Crioterapia realizada após os jogos na Coréia do Sul.
   Sempre adotei, em conjunto aos meus companheiros de Comissão Técnica (Fisiologista, Nutricionista, Fisioterapeutas, Médicos, Massagistas, companheiros de Preparação Física e Técnicos), programas de prevenção à lesões, bem como Atividades Regenerativas diversas pós-treinos e jogos devido a alta sobrecarga na intensidade das partidas, além, é claro, da quantidade exacerbada das mesmas.
   Um dos princípios básicos em que me atenho, é o de nunca levar os atletas a uma exaustão completa ao final de uma sessão de treinamentos, pois agindo assim todos poderão recuperar-se condizentemente para o próximo treino.

   Na Ásia, me deparei com um sistema de trabalho muito diferente do empregado no Brasil, principalmente porque o controle fisiológico não é executado com o rigor que eu estava acostumado em meu país, e o controle dos treinamentos é monitorado apenas pelo tempo compilado pelo cronômetro dos Técnicos e seus respectivos Auxiliares.

   Apesar de insuficiente, esse monitoramento ainda deixa lacunas em aberto quanto aos processos de controle da intensidade pela frequência cardíaca e distância (uso do GPS) ou até pelo Lactato (quando das paradas durante os treinos para tal mensuração).

Controlar sempre será imprescindível!
   Um outro fator importantíssimo que sempre fez parte da minha vida profissional (aqui na Ásia é ainda pouco realizado e acompanhado), é a realização de uma programação prévia dos trabalhos à serem realizados no referido mês, uma vez que apenas me deparei com programas semanais especificando apenas os treinos como Técnicos - Táticos ou Físicos, e não adentrando nos aspectos mais científicos e específicos dos mesmos.
   No início realmente não foi fácil para mim, uma vez que eu vinha de uma escola bem diferenciada à nível de Preparação Física, onde o Preparador Físico é muito mais exigido ao longo de toda uma temporada através da execução das Avaliações Físicas periódicas, dos trabalhos diários específicos, aquecimentos e regenerativos pós-treinos e jogos, além de também acompanhar de perto a alimentação do meus atletas em conjunto à Nutrição.

Almoço na cidade Chinesa de Hangzhou, com o Técnico Li Shobin e seu Auxiliar.
  Tanto na China quanto na Coréia do Sul nesta minha segunda temporada (2013), eu tive o privilégio de trabalhar com dois técnicos sensacionais que me permitiram opinar e participar mais incisivamente nas programações e suas respectivas execuções práticas, e, com isso, incorporar a ciência na prescrição dos treinos físicos, elaboração de trabalhos regenerativos mais diretos pós-treinos e jogos, além de também aplicar alguns testes que nos informavam sobre as reais condições dos nossos atletas.

   Em seu livro 'Periodização (Teoria e Metodologia do Treinamento)', o Dr. Bompa nos diz que "o Planejamento é a arte de empregar a ciência na estruturação de programas de treinamento.".

   Com essa abertura conquistada junto aos Técnicos Li shobin (Chinês) e Back (Sul Coreano), mediante o respeito às suas conceituações sobre os controles diários nos treinos e minhas opiniões mais científicas ministradas sempre que possível (e em doses homeopáticas no princípio), pude começar a elaborar e executar trabalhos de Força e comprovar na prática que, sem a mesma, nenhum trabalho no futebol é realizado com segurança e alto aproveitamento.
Da esquerda para a direita: Ex-Técnico da Seleção Sul Coreana na Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos, Walter Grassmann e o Técnico do Daegu FC na temporada 2013, Coach Back.
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